domingo, 20 de dezembro de 2015

Minha Mãe


De Nanni Moretti

O velho affair entre Moretti e a depressão, ou as personagens deprimidas, conhece em Minha Mãe um capítulo belíssimo. Traçado entre a angústia da mortalidade e as decepções da vida, o conjunto de personagens, se vale por ele próprio, também permite, numa espécie de surdina, o desenho de um “estado das coisas” mais geral. Como é que vai a vida, pessoalmente, socialmente, politicamente, como é que vai o cinema? Minha Mãe diz que tudo vai mal, sem atirar o seu pessimismo à cara do espectador mas também sem ver exactamente onde está o consolo. Luís Miguel Oliveira


Margherita é uma realizadora de sucesso que se prepara para iniciar as filmagens da sua mais recente obra. O novo filme conta com Barry Hughins, uma estrela conhecida internacionalmente, tanto pelos papéis que desempenha, como pelo seu feitio irascível. Ela sente-se assoberbada pelas expectativas dos seus colegas de profissão e do público e por tudo o que lhe é exigido durante as rodagens. Paralelamente a isso, em termos pessoais, ela está a atravessar um momento particularmente difícil: terminou a relação com o seu companheiro de anos, a sua única filha está em plena crise de adolescência e a mãe encontra-se internada num hospital, gravemente doente. 

Título original:Mia Madre
Género:Drama
Classificação:M/12
Outros dados:FRA/ITA, 2015, Cores, 107 min.

O seu único apoio é Giovanni, o irmão, com quem mantém uma relação constante e de grande proximidade...
Com assinatura do italiano Nanni Moretti (“Querido Diário”, “Abril”, “O Quarto do Filho”, “Habemus Papam – Temos Papa”), um melodrama contido sobre as crises existenciais contadas a partir de três gerações de mulheres. O elenco conta com a participação de Margherita Buy, John Turturro, Giulia Lazzarini e, como sempre nos seus filmes, o próprio realizador


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