terça-feira, 15 de setembro de 2015

Festa do Cinema Francês chega com Jean-Jacques Annaud

JORGE MOURINHA  15/09/2015

O realizador de O Nome da Rosa é o “padrinho” do evento, que conta com uma retrospectiva de Jacques Doillon e alguns dos mais falados filmes franceses dos últimos meses.

O realizador Jean-Jacques Annaud

Jean-Jacques Annaud, o realizador de O Nome da Rosa e O Amante, é o padrinho da edição 2015 da Festa do Cinema Francês, que abrirá dia 8 de Outubro com a ante-estreia do seu mais recente filme A Hora do Lobo.

A 16ª edição do popular evento dedicado à divulgação da cinematografia francesa decorre este ano de 8 de Outubro a 29 de Novembro em 18 cidades portuguesas, começando como sempre em Lisboa, onde se instala no cinema São Jorge e na Cinemateca Portuguesa até dia 18. Annaud será um dos convidados presentes durante a Festa, a par de uma outra figura grande do cinema francês, Jacques Doillon, realizador de Ponette, homenageado por um grande ciclo retrospectivo na Cinemateca Portuguesa.

Como é já habitual, a Festa mostra uma série de filmes inéditos em Portugal a par de algumas das mais esperadas ante-estreias da produção francesa do ano. Já adquiridos para Portugal estão Lolo, de Julie Delpy (actriz de Richard Linklater e autora de 2 Dias em Paris), ou O Meu Rei, de Maïwenn (Polissia), um dos títulos franceses presentes na edição 2015 de Cannes, que valeu a Emmanuelle Bercot o prémio de interpretação feminina. A Festa mostrará também Un Français, o muito controverso filme de Diastème sobre um jovem neo-nazi (o realizador virá a Lisboa acompanhar o filme), e Fidelio – L'Odyssée d'Alice, de Lucie Borleteau, com Ariane Labed (prémio de interpretação feminina em Locarno 2014) no papel de uma engenheira da marinha mercante. A Festa encerrará em Lisboa a 18 com Marguerite de Xavier Giannoli, recém-exibido no concurso de Veneza.

O padrinho Jean-Jacques Annaud acompanhará não apenas a ante-estreia deA Hora do Lobo como também um pequeno ciclo retrospectivo que inclui os seus filmes mais importantes: a sua estreia Preto e Branco a Cores (1976, Óscar de melhor filme estrangeiro), Golpe de Cabeça (1979), A Guerra do Fogo (1981), O Nome da Rosa (1986), adaptação do romance de Umberto Eco com Sean Connery, O Urso (1988) e O Amante (1992), baseado em Marguerite Duras. De salientar que A Hora do Lobo marcou o enterrar do “machado de guerra” do realizador com as autoridades chinesas, que haviam interditado a estreia do seu filme de 1997 Sete Anos no Tibete, interpretado por Brad Pitt. O novo filme é uma co-produção oficial rodada na China sobre um professor chinês (Feng Shaofeng) enviado para a Mongólia onde se torna num ardente defensor dos direitos dos lobos.

Quanto a Jacques Doillon, trata-se de um dos mais importantes autores franceses do pós-Nouvelle Vague, que será mais recordado do grande público pelo seu título de 1996 Ponette, sobre o modo como uma menina de quatro anos (Victoire Thivisol) reage à morte da mãe. A Cinemateca receberá um conjunto de dez filmes onde se inclui a sua última realização, Mes Séances de Lutte (2013), mas também títulos chave da sua obra como A Vida de Família(1984), A Apaixonada (1987), La Fille de 15 Ans (1989), ou O Pequeno Criminoso (1990).

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